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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Concha de amamentaçao e bico de silicone

BICO OU INTERMEDIÁRIO DE SILICONE

O bico de silicone é um protetor de mamilo, 100% de silicone antialérgico para ser colocado na mama somente nos casos de fissuras ou rachaduras nos mamilos durante a amamentação. Ele se  adapta aos contornos naturais da mama. É macio, possui 4 furos para perfeita passagem do leite, confortável, de fácil utilização e pode ser esterilizado.

Ele evita que o bebê entre em contato com a pele da mãe,  então ele sugava o leite atraves do silicone. Particularmente, me ajudou muito nos momentos mais dificeis, mas nao deve ser usado direto pois ele dificulta um pouco a pega do bebê no seio. Mas se o seio estiver com ferida, vale muito a pena!!

Custa a partir de 12 reais.

CONCHA DE AMAMENTAÇÃO


Eu tenho a de base rigida. Você deve usá-lo nos momentos em que não estiver amamentando, por dentro da roupa. Ela serve para "moldar" o mamilo e possui outras caracteristicas como:

- O mamilo ficar na posição normal e livre de atrito com as roupas.
- Em caso de rachaduras, alivia a dor, cicatriza e previne.
- Deixa o mamilo mais saliente, facilitando a sucção pelo bebê.
- Proporciona alívio para a mama qando cheia e dolorida.
- Ajuda a prevenir vazamentos na roupa.
- Possui ventilação que mantem o mamilo arejado.
- É esterilizável, portanto mais higienico.
- Ajuda na preparação dos mamilos planos, curtos ou invertidos, deixando-os mais salientes. Nestes casos, seu uso é recomendado a partir das 36 semanas de gestação.

Em resumo, ele é um protetor de seios que você usa por dentro do sutian. Sem contar que com o mamilo dolorido, ele protege da roupa, deixando o mamilo na posição certinha, intocável, dentro da concha.


Custa a partir de R$29 reais, dependendo da marca.


A medica , mandou usa a concha de amamentação para formar o bico e fazer umas coisinhas que postei na postagem anterior.


Fontes : 
http://casadodig.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html

Como voce deve preparar os seios para amamentar o bebe.


1)Olhe todos os dias as duas mamas, a região do bico e a sua volta;

2)Faça os exercícios que aprendeu com a equipe do pré-natal todos os dias, até o final da gravidez;

3)Para o 5º mês de gravidez, aperte em baixo da aréola para sair um pouco da secreção que você estará produzindo neste período. Deixe secar esse líquido em volta da aréola e bico, pois assim a pele da região fica mais forte para amamentar, evitando rachaduras.

4)Lave as mamas apenas com água, evitando sabonetes. Não use cremes óleos, pastas, etc.;

5)Friccione (esfregue) um tecido felpudo e macio (toalha de banho) nos bicos das mamas, deixando-os expostos ao ar durante alguns minutos para deixar a pele mais resistente.

6)Faça uma “janelinha” no centro do sutiã (altura do bico) para deixá-los em contato com a roupa, pois este “roçar” constante deixa a pele mais forte e resistente.

7)Se puder, tome sol diariamente, nas mamas descobertas, por períodos curtos, de no máximo 30 minutos entre 8 e 10 horas da manhã ou após as 16 horas. Assim a pele da mama ficará mais forte e saudável.
Se você seguir corretamente estas instruções, a sua mama não rachará, nem formará feridas.

    Exercícios para preparar as mamas para amamentar
1)Pegue o bico do peito entre os dedos polegar e indicador e puxe-o até sentir ligeiro     desconforto. Lembre-se que os exercícios nunca devem ser dolorosos.

2)Chicoteie, com as pontas dos dedos os bicos das mamas, de cima para baixo, para endurecê-los.

3)Nas últimas semanas de gravidez, tire um pouco da secreção que está produzindo nas mamas, para facilitar as primeiras mamadas.

4) Seis semanas antes do parto faça exercício 2 vezes ao dia: coloque as mãos abertas (dedo indicador para baixo e dedo polegar para cima) ao redor da mama. Depois escorregue os dedos em direção à aréola (parte escura da mama) e bico, procurando juntá-los.

5) Coloque os dedos polegar e indicador próximo ao bico da mama e afaste-o em direção contrária.

6) Faça movimentos rotativos (de girar) no bico, usando os dedos polegar e indicador.

7) A sucção do bico da mama pelo marido mão prejudica, só pode ajudar. Continue estes exercícios também nas primeiras semanas após o nascimento

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Fontes : http://www.ebb.com.br/mostrar_gestantes.php?ref=23

domingo, 2 de setembro de 2012

Blogs :

 Nove meses na moda !

Adorei esse blog , pois fala sobre moda das gestantes , mostra cada look , amei amei amei ♥
Recomendo a todas a buxudinhas que gostam de esta sempre na moda . ( EU ADORO )

Link : http://www.novemesesdemoda.com


Vida de Gestante

Adorei tambem , recomendo . Fala sobre tudo de gravidez ! :D

Link : http://www.vidadegestante.com.br

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

60 perguntas e respostas sobre o parto


079-parto-perguntas-respostas
Getty Images
Normal, natural, humanizado ou cesárea? O especialistas vai tirar todas as suas dúvidas sobre a hora H – o nascimento



Trabalho de Parto

1. Quais exames devo fazer antes do parto?
Além dos exames normais do pré-natal, é preciso fazer a cultura de secreção vaginal para pesquisar a presença do Streptococo agalactie. Trata-se de uma bactéria que coloniza os tratos intestinal e genito-urinário, que pode contaminar o bebê na hora do parto normal, levando a quadros graves, como pneumonia, meningite e até septicemia.

2. É mesmo necessário fazer a tricotomia, o corte dos pelos pubianos?
Não há consenso. Muitos especialistas defendem que os pelos pubianos garantem maior proteção e a retirada deles pode até dificultar a cicatrização no caso de infecções.

3. E a lavagem intestinal?
Há duas posturas. Alguns médicos consideram o procedimento necessário porque no parto normal, ao passar pelo assoalho pélvico, no final do canal de parto, o bebê espreme o reto e, se houver grande quantidade de fezes, elas serão expelidas no momento da expulsão do bebê, podendo contaminá-lo e ainda infectar o corte da episiotomia.

No entanto, outros obstetras, defensores do parto natural, acham que a lavagem é absolutamente desnecessária e alegam que a própria Organização Mundial da Saúde cita essa rotina como um dos fatores capazes de atrapalhar o trabalho de parto. Segundo Andréa Campos, ginecologista e obstetra da Casa Materna (Gama, Grupo de apoio à Maternidade Ativa), não há nenhum problema se a mulher evacua na hora do nascimento.

4. A episiotomia, aquele corte cirúrgico no períneo, é obrigatória?
Existe uma grande controvérsia sobre a necessidade daquele corte que o médico faz no períneo para facilitar a saída do bebê. Alguns profissionais acreditam que o parto só pode ser considerado normal pra valer se não houver episiotomia nem anestesia.

O fato é que, dependendo do caso, a saída do bebê pode causar, sim, lacerações na mãe. E a episiotomia tem a vantagem de ser uma lesão controlada, que não causará danos em nervos e que será capaz de abreviar o parto em algumas circunstâncias – o que é muito positivo para a musculatura da região.

“A episiotomia preserva os músculos da região perineal, evitando problemas futuros”, diz a ginecologista e obstetra Lúcia Hime. “Nunca me arrependi de fazer a episiotomia em pacientes, mas já me arrependi do contrário”, faz eco o obstetra Flávio Garcia Oliveira. “O procedimento funciona bem quando há necessidade de urgência no nascimento”, exemplifica Andrea Campos.

5. Em quais casos se usa o fórceps?
Até hoje, quando há uma demora na expulsão da cabeça, o médico lança mão de instrumentos para ajudar a saída do bebê. São os chamados fórceps baixos, ou de alívio, só para que a criança não fique muito tempo no canal vaginal, podendo apresentar problemas de oxigenação. Já os fórceps ditos altos, em que o médico puxa o bebê lá de cima, tendem a desaparecer porque são extremamente agressivos – não raro, causam lesões neurológicas no bebê e lacerações na mãe.

6. Por que o cordão umbilical no pescoço preocupa tanto se o oxigênio não passa pelo pescoço do bebê?
Essa preocupação, comum entre as futuras mamães, é mais folclórica, porque é muito comum ouvir alguma história catastrófica envolvendo cordões. Os médicos não se preocupam tanto com isso – até porque 20% dos bebês têm o cordão enrolado em alguma parte do corpo sem que isso provoque nenhuma complicação.

7. Quando se recomenda fazer uma indução do parto?
Ela pode ser indicada em várias situações. A mais comum é quando a data provável do nascimento ultrapassou os 15 dias de tolerância. Mas ela só poderá ser iniciada se o colo estiver favorável. A indução também pode ser feita para abreviar a gestação em função de possíveis riscos à mãe e ao bebê, incluindo doenças como a hipertensão e o diabete.

Seja qual for o motivo, para induzir ao parto o médico lança mão de drogas capazes de provocar contrações do útero e a dilatação do colo. E elas não são livres de riscos: a intensidade e a frequência das contrações podem ser maior do que o necessário, causando hemorragias e sofrimento fetal. Quando isso acontece, a única saída é realizar uma cesárea de emergência.

8. Quais os sinais do trabalho de parto?
São muitos e variam de mulher para mulher. Podem começar com dores na região lombar que se irradiam para o abdômen, deixando a barriga dura mais ou menos a cada meia hora – são as famosas contrações. Calma! O simples surgimento delas não significa que chegou a grande hora. É preciso que a mulher sinta duas contrações de 40 segundos a um minuto e meio no período de dez minutos para se ter a certeza de que o parto está mesmo para acontecer.

Em outras mulheres, porém, o trabalho de parto se anuncia com um discreto sangramento genital ou ainda com a rotura da bolsa, derramando todo o líquido em seu interior. Outro sinal importante é a dilatação do colo uterino acima de 2 centímetros, mas isso só o médico pode observar.

9. O que fazer se a bolsa rompe?
Avise seu médico. Não é preciso sair voando nem se desesperar se o líquido for claro. O bebê não vai escorregar! Mas, se o fluido estiver escuro, corra para o hospital. A coloração escurecida indica a presença de mecônio, como os médicos chamam as primeiras fezes do bebê – e, se ele defecou na barriga, é sinal de que está sofrendo.

10. Como identificar se a bolsa está fissurada?
A rotura da bolsa normalmente leva à perda de uma grande quantidade de líquido. Quando acontece apenas uma fissura, sai um pouquinho de fluido, que parece um corrimento. Aliás, fissuras assim são relativamente raras e não trazem grandes problemas nem para mãe nem para o bebê.
11. Quais as características do líquido?
Ele é claro e tem um cheiro que lembra o de água sanitária. Se estiver escuro, pode sinalizar a presença de mecônio, as fezes do bebê.

12. Quanto tempo dura o trabalho de parto? Há um limite razoável?
Nas grávidas de primeira viagem, ele costuma durar entre oito e 12 horas. Em geral, após 12 horas de trabalho de parto, é preciso avaliar cuidadosamente as condições da mãe e do bebê para verificar se é possível continuar esperando. “Não há limite, mas existe prudência”, frisa a ginecologista Lúcia Hime. É necessário que, durante todo o tempo, mãe e filho estejam bem. De qualquer modo, essa duração tende a diminuir nos partos seguintes. No segundo filho, por exemplo, costuma variar de quatro a seis horas, e no terceiro, de duas a três.

13. Como diferenciar uma contração verdadeira de uma falsa?
As contrações que sinalizam o início do trabalho de parto se repetem com frequência geralmente sincrônica, regular – por exemplo a cada 30 minutos, a cada dez, a cada cinco.... Além disso, na medida em que o tempo passa, o intervalo entre elas sempre diminui e elas vão se tornando mais intensas e doloridas. As dores começam no fundo do útero e se espalham sempre para baixo, no sentido barriga, região lombar e pelve. Já as falsas contrações podem ser doloridas, mas não têm regularidade nos intervalos. Não ficam necessariamente mais fortes na medida em que o tempo passa e sua dor se espalha em qualquer direção, em vez de seguir a rota da barriga para a região lombar e da região lombar para a pelve.

14. Exercícios, como a caminhada, favorecem a dilatação?
Eles não ajudam a abertura do colo, mas favorecem a descida do bebê. Por isso, muitas vezes a grávida é estimulada a caminhar durante o próprio trabalho de parto.

15. O que fazer na hora das contrações para aliviar a dor?
Massagens, principalmente na região lombar, banhos de água morna e permanecer sentada sobre aquelas bolas grandes de fisioterapia. Tudo isso gera relaxamento e diminui o tormento.

16. Há como se preparar durante a gravidez para facilitar o trabalho de parto?
Os exercícios físicos, bem como os respiratórios, ajudam a mulher a chegar ao momento do nascimento com um condicionamento mais adequado. O pilates, por exemplo, fortalece a musculatura abdominal e isso ajuda. Na hora agá, um abdômen mais forte facilita ajuda a empurrar o bebê pelo canal vaginal.

17. Por que dizem que a mulher deve parar de comer e beber ao entrar em trabalho de parto?
Isso não é obrigatório. O problema é que as contrações às vezes causam náuseas e, se o estômago estiver cheio, podem desencadear vômitos. Além disso, dependendo da anestesia que será administrada, também podem ocorrer sintomas desagradáveis se a mulher tiver ingerido alguma coisa.

18. Afinal, a Lua influencia o trabalho de parto?
Esse fenômeno não tem nenhuma comprovação científica. Mas especula-se que haja uma explicação física por trás dessa antiga crendice. Assim como está comprovado que a lua cheia tem influência sobre o deslocamento de águas elevando as marés, pode-se imaginar que ela atuaria sobre o líquido amniótico, e o bebê seria empurrado com maior intensidade sobre o colo do útero, estimulando o início do trabalho de parto.
O parto normal

19. Quais os benefícios de um parto normal para a mulher?
A grande vantagem é que não se trata de uma cirurgia propriamente dita, com vários cortes e suturas. Portanto, o risco de infecção e hemorragia é menor. Pelo mesmo motivo, a recuperação no pós-parto é melhor. O parto normal também favorece a amamentação, porque dispara uma enxurrada hormonal, avisando o organismo que é hora de começar a produzir leite. Isso sem contar que a relação entre mãe e filho tende a se estabelecer mais cedo, já que a mulher participa ativamente do nascimento.

20. E para o bebê?
Estudos mostram que a criança respira melhor, se ela nasce via vaginal. Isso porque, ao passar pelo canal de parto, o pequeno tórax sofre uma compressão que ajuda a expulsar o líquido de dentro dos pulmões. E isso facilita suas primeiras respirações fora do útero, diminuindo o risco de infecções. Por esse motivo, aliás,o risco de o bebê nascer com o chamado desconforto respiratório é maior nas cesáreas.

21. Quais as grandes contraindicações para um parto normal?
Quando há desproporção entre o diâmetros da cabeça do bebê e o da bacia da mãe, se a mulher sofre de cardiopatias graves ou se há sofrimento fetal e materno agudos. Em outros casos, a contraindicação é relativa – e aqui estamos falando nas doenças capazes de levar à baixa oxigenação do bebê durante o parto, como hipertensão arterial materna e pré-eclâmpsia grave.

22. Bebê grande impede o parto normal?
Se a bacia da mãe for incompatível, isto é, muito menor, sim.

23. Bacia estreita impede o parto normal?
Se o bebê for grande, sim.

24. Depois de ter um filho por meio de cesárea, o segundo pode nascer de parto normal?
A mãe que já sofreu uma cirurgia não precisa obrigatoriamente passar por outra. Mas deve-se avaliar cuidadosamente o risco de ruptura do útero, uma das principais contraindicações para o parto normal nessa situação. O importante sempre é o seguinte: opção pela via de parto vai depender das condições tanto da mãe quanto do bebê.

25. Depois de ter um filho por meio de cesárea, o segundo pode nascer de parto normal?
A mãe que já sofreu uma cirurgia não precisa obrigatoriamente passar por outra. Mas deve-se avaliar cuidadosamente o risco de ruptura do útero, uma das principais contraindicações para o parto normal nessa situação. A opção pela via de parto vai depender das condições materno-fetais.

26. A possibilidade de parto normal é descartada quando a gravidez é de gêmeos?
Aqui a possibilidade de um parto normal está ligada à posição do segundo bebê. Se o primeiro estiver encaixado e o segundo atravessado na cavidade uterina, em geral o médico opta pela cesárea. Aqueles com vasta experiência em parto natural, no entanto, estão habilitados a fazer manobras que reposicionam o segundo bebê , descartando a necessidade da cirurgia.

27. Quais as possíveis complicações de um parto normal?
As mais comuns são hemorragias, infecções e problemas na progressão do trabalho de parto.

28. E como preveni-las?
O sangramento excessivo, principalmente logo após o nascimento do bebê, pode ser prevenido com um parto bem conduzido, capaz de evitar lesões e lacerações no canal de parto, além da correta expulsão ou retirada da placenta. Quando o problema é causado por uma falha na contração do útero, o uso de drogas específicas pode evitar verdadeiras catástrofes hemorrágicas.

29. Como é o pós de um parto normal?
Ele exige apenas cuidados com a região perineal em termos de assepsia. A mulher será orientada a lavar a cicatriz da episiotomia com água e sabonete durante o banho.

30. É verdade que muitos partos normais podem levar à incontinência urinária?
O parto normal – ou vários partos normais, que sejam – são apenas um dos fatores que levam ao problema. Há outros aspectos envolvidos, como o estado da musculatura. A própria gestação libera hormônios que a deixam mais flácida. Então, em tese, até quem passou por uma cesárea pode ter incontinência por causa da gestação. O problema do parto normal é quando ele é mal conduzido, durando mais do que o necessário, o que deixa o assoalho pélvico fragilizado.

31. Há como prevenir esse problema?
Um bom pré-natal e um parto bem conduzido são capazes de afastar o risco de incontinência urinária.
32. Por que alguns médicos esperam até a 42ª semana? E por que outros não?
A gestação compreende 40 semanas. Ao passar desse prazo, chegando perto das 42, ela já está se prolongando demais. No final da gravidez, a placenta envelhece e deixa de cumprir bem sua função de levar nutrientes e oxigênio ao bebê. Daí que, nessa fase final, a necessidade de controlar as condições da mãe e do filho é muito maior.

A cesárea

33. Como é feita a cesárea? É verdade que o médico abre oito camadas de tecido da barriga?
É isso mesmo: na técnica mais usada, o cirurgião corta a pele, a gordura subcutânea, a aponeurose (invólucro ao redor da musculatura abdominal), o músculo, o peritôneo parietal (membrana que forra a parede abdominal), o peritôneo visceral (que reveste as vísceras), a parede uterina e a bolsa das águas para chegar ao bebê. Tanto a incisão da pele quanto a do útero são feitas de forma transversal. Após romper a bolsa, o médico retira o bebê e verifica sua oxigenação. Em seguida, ele corta o cordão umbilical e o pequeno é levado ao neonatologista. Depois, retira manualmente a placenta e limpa e toda a cavidade uterina dos tecidos que se formaram na gravidez. Só depois disso tudo, ele começa a fechar as camadas, terminando com a sutura da pele.

34. O que é o coeficiente Apgar?
É aquela nota que os bebês recebem logo ao nascer. Criado pela anestesista inglesa Virginia Apgar na década de 1950, o índice avalia cinco características do recém-nascido no primeiro e no quinto minuto de vida. O objetivo é checar sua vitalidade e como anda sua oxigenação fetal.

Os cincos aspectos avaliados são: a cor da pele, a frequência cardíaca, o esforço respiratório, o tônus muscular e como o bebê responde a estímulos. Cada um deles recebe uma nota de 0 a 2. Se a soma dos pontos resultar em uma nota entre 7 e 10, a criança é considerada normal. Um resultado menor do que 6 sugere que ela sofreu consideravelmente durante o parto ou mesmo antes dele e o neonatologista deve tomar medidas imediatamente.

35. Quanto dura a cirurgia?
Isso varia de médico para médico e de caso a caso. Numa cesárea sem intercorrências, a duração costuma ficar entre 40 minutos e uma hora.

36. Como é o pós-parto de uma cesárea?
Normalmente, a paciente já começa a se alimentar e a andar depois de oito a 12 horas. Mas vale dizer: a maioria das mulheres que passa pela cirurgia sente dor nos primeiros dias.

37. Quais as possíveis complicações de uma cesárea? Como preveni-las?
Basicamente são as mesmas do parto normal, somados alguns outros riscos por se tratar de um procedimento cirúrgico. Entre eles, lesões de órgãos como a bexiga e os ureteres e até mesmo a laceração da incisão uterina. Tudo isso, claro, é evitado quando a operação é realizada por um bom médico e com o uso profilático de antibióticos, que entram em cena para barrar eventuais infecções.

O pós-parto da cesárea

38. Por que a barriga parece ficar mais flácida após a cesárea e demora mais para voltar ao normal?
Isso não é verdade. A barriga pode ficar flácida em ambos os tipos de parto, ou não. Isso depende muito mais de como a mãe se preparou durante a gravidez para fortalecer a musculatura abdominal.

39. Aliás, em quanto tempo a barriga volta ao normal?
Em geral, em seis meses a mulher volta a ter a barriga de antes, tanto após a cesárea quanto no parto normal. Mas isso também depende do estímulo precoce do abdômen.

40. É possível fazer exercícios para a barriga logo no início?
Não só é perfeitamente possível, como recomendado. É mito pensar que as mulheres que passaram por uma cesárea não podem forçar a barriga porque estão doloridas ou usando cinta. Esse conceito está mudando muito hoje em dia. Os médicos tendem a aconselhar exercícios abdominais precocemente. Mas voltar à academia somente, bem, aí só após um mês.

41. Em quanto tempo pode-se dirigir?
Não importa se o parto foi normal ou cesárea: recomenda-se pegar no volante só após dez dias. A restrição, na verdade, está muito mais ligada às perdas de sangue, que podem deixar a mulher fraca, com tonturas.

42. E fazer atividade física?
Exercícios abdominais superiores, perineais ou para a musculatura das pernas e dos braços podem começar já no pós-operatório imediato. Mas voltar à academia somente após um mês – seja qual for o tipo de parto.

43. E ter relações sexuais?
Poucos casais seguem a recomendação à risca, mas o ideal seria esperar 40 dias, quando tudo já estiver cicatrizado. As primeiras relações devem ser mais cuidadosas, pois a vagina tende a ficar menos lubrificada.

44. Quando posso me levantar?
A mulher que acaba de dar à luz deve andar o quanto antes. Isso melhora o funcionamento do intestino e da bexiga e evita complicações tromboembólicas – quando o sangue coagula dentro das veias, principalmente nas pernas.

45. Quando o intestino volta a funcionar?
Não se assuste se ele demorar um pouco para voltar ao normal. Principalmente nos casos de cesárea, sempre fica uma pequena quantidade de sangue dentro do abdômen que dificulta o movimento do intestino. Por isso, nos três primeiros dias recomenda-se uma dieta rica em fibras.

46. E quando a bexiga volta ao normal?
Fica difícil urinar após a anestesia. Por isso, instala-se uma sonda durante a cesariana, que é retirada após 12 horas. Mesmo assim, ainda pode demorar um pouco para a mulher fazer xixi, e as primeiras vezes costumam ser doloridas.

47. Quando o útero volta ao seu tamanho?
Geralmente, em seis semanas ele está como antes da gravidez. Nas primeiras 24 horas após o parto, graças às vigorosas contrações, ele já está na altura do umbigo.

48. Por que há um sangramento que parece menstruação depois do parto?
Você vai ter a sensação de que está menstruada para sempre, mas é mesmo assim – pelo menos nas primeiras duas ou três semanas, o útero sangra. Na verdade, é a área onde a placenta estava colada que despeja o sangue e pedaços de tecido, até se cicatrizar. São os chamados lóquios. No começo, eles são bem vermelhos, depois se tornam mais claros e, por fim, amarelados. Desaparecem lá pela sexta semana. Não há nada de errado nesse tempo longo. Só não podem ter cheiro forte ou ruim.

49. Por que dizem que amamentar dói mais em quem fez cesárea?
A amamentação é uma poderosa ajuda para o útero voltar ao tamanho normal e evitar hemorragias. Isso porque, ao dar de mamar você libera hormônios que estimulam as contrações do órgão – e, especialmente quando se passou por uma cirurgia, isso pode ser um pouco dolorido no início. A sensação é a mesma das cólicas menstruais.

50. Quando vou voltar ao meu peso normal?
Isso depende do quanto você engordou na gravidez. Estima-se que a mulher perca uns 5,5 kg logo após o parto, que seria a soma do peso do bebê, mais a placenta e o líquido amniótico, além da involução do útero. Outros 4,5 kg serão eliminados nas seis semanas seguintes. O restante é o excedente que você deverá perder, com ginástica, dieta adequada e muita, muita disciplina mesmo.
Parto: imprevistos que podem acontecer

51. Qual o poder de decisão da mulher sobre como será seu parto?
Aqui há que se ponderar dois aspectos: a vontade e a segurança de cada uma. A indicação do parto é médica, por excelência. Só isso já deixa claro a necessidade de haver um excelente relacionamento entre a grávida e seu obstetra. A mulher deve confiar que ele está tomando a decisão correta ao indicar o tipo de procedimento. É bastante comum um trabalho de parto iniciar bem, com tudo favorável a um parto normal, e alguma complicação obrigar a uma cesárea de emergência. A mulher tem de estar convicta de que seu médico está apto a reconhecer a necessidade da mudança de rota.

52. Dá para virar um bebê sentado?
É até possível. É quando se apela para as chamadas manobras de versão, que podem ser externas ou internas. Cá entre nós, são cada vez menos recomendadas hoje em dia. Nelas, o médico faz o reposicionamento manual do bebê. Mas atenção: podem ser extremamente dolorosas e só devem ser realizadas por um profissional muito bem treinado e habilitado – no caso de manobras externas, sempre no momento em que o bebê está pronto para nascer, nem sequer um minuto antes. Algumas grávidas, porém, não são candidatas ao procedimento. O médico precisa avaliar uma série de condições, como a posição exata do bebê e da placenta, para afastar riscos como sangramentos e até mesmo o descolamento da placenta. As manobras internas são um pouco diferentes, porque são realizadas durante o parto.

53. O que acontece se os médicos notam mecônio no líquido na hora do parto?
Quando a gestação começa a ficar prolongada, o bebê pode liberar suas primeiras fezes ainda no útero – o chamado mecônio. Sua presença sinaliza sofrimento fetal, que é facilmente apontado por um aparelho chamado cardiotocógrafo. Ele é responsável por monitorar as condições do bebê. Ao menor sinal de sofrimento, o médico parte para uma cesárea.

54. Como chegar ao parto com todos os riscos de complicação sob controle?
Em primeiríssimo lugar, você deve ter um bom relacionamento com seu médico. É ele quem vai indicar todos os exames e procedimentos necessários – e é preciso que você confie que ele esteja fazendo a coisa certa. Isso inclui pelo menos 14 consultas no pré-natal – sendo que, no último mês, elas devem ser semanais. E, no mínimo, um ultrassom no primeiro trimestre, outro no segundo e outro ainda no terceiro trimestre.

Humanizado, de cócoras, na água... Novos e velhos conceitos sobre o parto

55. O que é o parto Leboyer?
Na década de 1960, o francês Frederick Leboyer lançou a obra Pour une Naissance Sans Violence, que iniciou um movimento em defesa de uma forma menos violenta de nascer. O objetivo era tornar o parto mais tranquilo para o bebê, com pouca luz, silêncio, massagem nas costas em lugar da tradicional palmada para abrir seus pulmões, banho perto da mãe e amamentação precoce. Mas esse conceito em prol da criança não trouxe grandes mudanças para a mãe, que continuava parindo deitada, de costas, normalmente com as pernas presas.

56. Por que algumas mulheres querem um parto na água?
Foi na França que o obstetra Michel Odent começou a usar a banheira com água morna para aliviar as parturientes. O método ganhou o mundo, pois estudos mostram que ele, de fato, pode aliviar a tensão e a dor. O líquido quentinho estimularia a irrigação sanguínea, diminuiria a pressão e favoreceria o relaxamento muscular. Assim as dores ficariam mais suportáveis e a dilatação seria facilitada.

57. Quais as vantagens do parto de cócoras?
Não à toa, desde tempos ancestrais mulheres buscam essa posição instintivamente na hora de dar à luz. E vários estudos mostram que o parto de cócoras é mais rápido e mais cômodo graças à ajuda da gravidade. A postura alarga a pélvis, aumentando o diâmetro para a saída do bebê – o que diminui a necessidade de episiotomia. Além disso, garante melhor oxigenação à criança, pois o peso do útero não comprime a veia cava da mãe, responsável por transportar o oxigênio.

58. Qual a diferença entre o parto normal e o parto natural?
O parto natural é basicamente um parto normal – só que sem nenhuma intervenção, como anestesia, episiotomia e mesmo indução. O médico, ou a parteira, apenas acompanha e monitora a mãe e o bebê no hospital ou em casa. A mulher, no caso, é a agente de todo o processo.

59. O que faz uma doula?
Do grego “mulher que serve”, a palavra doula hoje é sinônimo de alguém que acompanha a mãe antes, durante e depois do parto, dando suporte físico e emocional. Ela não faz absolutamente nenhuma intervenção médica, mas ajuda a tranquilizar a mulher por meio de massagens, dando informações sobre procedimentos, indicando formas de aliviar a dor e, eventualmente, suavizando um ambiente mais frio do ponto de vista emocional. Há estudos que mostram o impacto positivo da presença de doulas, com menor incidência de cesáreas, do uso do fórceps, de analgesias e de episiotomias.

60. Afinal, o que é parto humanizado?
Aqui não estamos falando de um tipo de parto, mas de um conceito que surgiu da constatação de que algumas medidas melhoram sensivelmente as condições da mãe e do bebê. Para o Ministério da Saúde, significa que toda gestante tem direito de passar por pelo menos seis consultas de pré-natal, ter vaga garantida em hospital e acompanhante na hora do parto. A Organização Mundial da Saúde, por sua vez, preconiza algumas medidas que devem ser fortemente estimuladas, como o respeito à escolha da mãe sobre a posição em que quer ficar durante do trabalho do parto e na hora de expulsar o bebê, o contato precoce entre mãe e filho e amamentação na primeira hora de vida.




Parto: depoimentos


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 Normal? Cesárea? Quatro mães que já enfrentaram o momento de dar à luz dividem, com você, suas dúvidas e emoções, facilitando a sua escolha e aplacando a ansiedade
Planejei cesárea e foi normal
Quando engravidei da minha primeira filha, eu queria parto normal, mas, com zero de dilatação, me rendi à cesariana. Um ano e meio depois, estava grávida novamente. Todos os ginecologistas que visitei foram categóricos: com uma cesárea, o parto normal seria praticamente impossível. E me convenci de que meu destino era outra cirurgia. Na 37a semana, comecei a sentir uma cólica incômoda. Liguei para a médica, que mandou tomar um antiespasmódico. Estávamos perto do Natal e convoquei meu marido para irmos ao shopping. Na volta, notei que sangrava. Fomos para o hospital e lá a enfermeira constatou 2 centímetros de dilatação. O sangramento era consequência de uma bela encaixada do bebê. Voltei para casa, terminei a mala da maternidade e fui deitar. Aí, as contrações vieram para valer até que não aguentei. Sabe a cena do marido dirigindo como louco, furando sinal vermelho, com a mulher ofegante do lado? Aconteceu comigo. Foram cinco horas de trabalho de parto com todas as enfermeiras tentando me convencer a pedir pela cesárea. Resisti! Apesar da insegurança, encontrei forças para empurrar o bebê, e o “impossível” aconteceu diante dos meus olhos: minha filha nasceu de parto normal e ainda briguei para amamentá-la assim que nasceu. Hoje, sei que devia ter pesquisado mais antes de aceitar que a cesárea seria inevitável. Também me arrependo do hospital escolhido: todos ali pareciam decididos a me fazer desistir do que estava acontecendo de forma saudável e natural.
Priscilla Perlatti, 33 anos, designer e autora do blog Mãe de Duas, mãe de Stella, 5 anos, e Lia, 3 anos, de São Paulo

Planejei normal e foi cesárea
Nunca fui do tipo radical que condena cesariana. Mas, assim que confirmei a gravidez, senti que seria melhor ter um parto normal. Por mais que os médicos gostem de fantasiar a cesariana como uma coisa simples, não entrava na minha cabeça que corte, sangramento, cicatriz e anestesia fossem algo tão inofensivo. Assim, saí à caça de um obstetra que comprasse minha causa. Digo “saí à caça” porque descobri que, apesar das campanhas de incentivo ao parto normal, poucos médicos estão dispostos a encarar a maratona do trabalho de parto até o nascimento do bebê. Visitei vários até que encontrei um que aceitou minha ideia de parto normal. Mas também ele logo começou uma campanha pró-cesárea. Disse que o bebê era grande demais e que minha dilatação não seria suficiente para o parto normal. Falou que teria de cortar embaixo para abrir passagem e que a criança muitas vezes sofre nesse processo. Como assim? No quinto mês já dava para saber da minha dilatação ruim? Voltei para casa arrasada, em parafuso com tantas dúvidas. Meu marido disse que ficaria do meu lado qualquer que fosse a minha decisão. Resolvi encarar a cesariana, se fosse pelo bem da Yasmin. Quando a bolsa estourou, fui para o hospital, ainda com esperança de um parto normal. Quando cheguei, detectaram falta de dilatação e perguntaram se seria cesárea. Insegura, respondi que sim. Em pouco tempo estava na sala de cirurgia tremendo de medo. Só mais tarde, no quarto, com minha filha nos braços, as incertezas foram pelo ralo. Mas ficou a lição: na próxima vez, vou querer parto normal e não terei sangue de barata. Vou questionar o obstetra até o fim!
Talitah Sampaio Liten, 28 anos, estilista e empresária, mãe de Yasmin, 1 ano e 1 mês, de São Paulo

Quis e fiz cesárea
Na primeira gravidez, embora o medo da dor fosse grande, estava inclinada a tentar o parto normal. Próxima da 40a semana, porém, eu não tinha dilatação e precisei de cesárea. Tudo correu tão tranquilamente, que, ao engravidar de novo, nem cogitei outra opção. A obstetra apoiou minha escolha, mas me deu liberdade para mudar de ideia. Algumas semanas antes da data prevista para o parto, tive rompimento de bolsa e comecei a perder líquido. Avisei a médica e fui para o hospital. Lá fizeram um ultrassom e me mandaram para casa. Voltei, mas me sentia agitada. Eu havia passado a gravidez inteira me preparando psicologicamente para outra cesárea e não queria parto normal por nada deste mundo. Liguei de novo para a médica, e a secretária disse que ela estava a caminho do hospital para me examinar. Tinham me dispensado sem esperá-la. Revoltada, arrumei minhas coisas e voltei à maternidade. Cheguei lá já com contrações e fui para a sala de pré-parto para monitorarem o coração do Miguel. Meu marido notou quando houve uma queda brusca nos batimentos cardíacos do meu pequeno e avisou a enfermeira, que ligou pedindo para a médica se apressar, pois havia risco de sofrimento fetal. Assim que a obstetra chegou, outra decepção: a sala e os instrumentos cirúrgicos ainda não haviam sido preparados. No fim, fiz uma cesárea de emergência. Aí veio a parte chata: ficar na sala de recuperação, sozinha, pensando o tempo todo no meu baby. Nessa hora fiquei imaginando que, se tivesse feito parto normal, poderia já estar curtindo meu filhote. Mas esse grilo sumiu quando, mais tarde, segurei nos braços aquela criaturinha tão amada.
Simone Carvalho, 36 anos, administradora de empresas, mãe de Pietro, 6 anos, e Miguel, 2 anos, de São Paulo

Quis e fiz normal Eu e meu marido
somos adeptos da vida natural, sem intervenções que atrapalhem o ciclo das coisas. Portanto, não tinha dúvida: queria um parto natural, humanizado e em casa. Comecei o pré-natal com uma médica que, teoricamente, era a favor do parto natural. Mas, como o homeopata já havia me alertado que muitos profissionais se mostram entusiastas do parto natural e, no fim, convencem a gestante a fazer cesariana, decidi questioná-la. Ela não sabia nem o que era doula e aí troquei de médico. Com a ajuda do novo obstetra – esse sim com experiência em partos naturais –, encontramos uma doula maravilhosa. Eu e meu marido tínhamos definido que seria um PDS, ou seja, um parto domiciliar secreto, onde apenas o casal, a doula e o médico estão presentes. E, para manter o segredo, precisávamos confiar nos profissionais que nos amparavam. Com 38 semanas, senti cólicas fortes e liguei para a doula. Era o início do trabalho de parto. Quando ela chegou, eu estava com quase 5 centímetros de dilatação. Em uma hora, a dilatação pulou para 8 centímetros, e o obstetra também já estava lá. A dor era grande e, em dado momento, me pus de quatro e não saí mais dessa posição. Foi a maneira menos dolorosa que encontrei. Quando Helena veio ao mundo, fiquei maravilhada! Peguei-a no colo e amamentei. Saí da experiência fortalecida. Não mudaria nada e aconselho as mães que desejam o parto natural a lutar por ele. Ainda há muito preconceito por parte dos médicos, mas ter o bebê de forma saudável, sem cortes e sustos, não tem preço! Tanto que minha segunda filha, a Aurora, nasceu da mesmíssima maneira.
Ligia de Sica, 30 anos, empresária, mãe de Helena, 3 anos, e Aurora, 1 ano, de São Paulo

Palavra de médico
Os defensores do parto vaginal – normal (que pode incluir anestesia e soro) ou natural (sem nenhuma intervenção) – têm como argumentos menor mortalidade e recuperação mais rápida da mãe. Mas o medo da dor, o desejo de conforto e a conveniência dos médicos impulsionam o placar das cesarianas, transformando o Brasil em recordista mundial de partos cirúrgicos. A Organização Mundial da Saúde recomenda que apenas 15% dos partos sejam por cesárea. Segundo o Ministério da Saúde, porém, temos 26% de cesarianas da rede pública e 80% nos partos por convênios. Às vezes, a cirurgia é inevitável. “É o caso da gestação com diabetes mal controlada ou em que o bebê se encontra sentado ou atravessado”, diz o obstetra Marcio M. Kondo, professor da Universidade de São Paulo. A essa lista, somam-se ainda casos de bebês acima de 4 quilos, doença hipertensiva da gravidez, contaminação por HIV, problemas placentários e sofrimento fetal. Quem já passou por duas cesáreas anteriores também não tem opção. Nas demais circunstâncias, indica-se o parto vaginal. “Mas a palavra final é sempre da mãe”, informa Eduardo Cordioli, coordenador de obstetrícia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Parto sem medo


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Normal, natural, cesárea, de cócoras...Conheça os detalhes cada uma dessas alternativas, seus riscos e benefícios, para ficar tranquila na hora de dar à luz.
O que não falta na vida da grávida é conselho sobre o parto: "Você só se sente completa se for normal"; "cesárea é bem mais prático"; "nada como a tranquilidade do lar"... Fora que muitas famosas também fazem campanha defendendo uma ou outra técnica e influenciando muita gente. Mas decidir a maneira como o bebê virá ao mundo não é tarefa simples e nem sempre depende de você. Tanto que a maioria dos especialistas concorda com um ponto: se tudo vai bem, o parto ideal é o que a mulher escolher por se sentir mais confortável e o controle do nascimento do filho. Se houver complicações ou imprevistos, porém, a opção certa é a que traz mais segurança e benefícios ao bebê e à mãe. Conheça os vários partos e as vantagens, desvantagens e indicações de cada um deles.

 
Parto sem medo

10 perguntas sobre parto


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 As contrações começam, a barriga fica dura, o colo uterino se dilata e um muco escorre. O próximo passo é o rompimento da bolsa. Tire suas dúvidas sobre esse momento tão esperado.

1. Há doenças que podem ser transmitidas pela mãe no parto?
Existem situações em que pode haver contaminação, todas controláveis. Contra a hepatite B, por exemplo, existe vacina, que precisa ser aplicada na criança em várias doses. A primeira é dada até doze horas após o parto, outra entre 1 e 2 meses e a última quando o bebê tiver 6 meses. Já a herpes genital, segundo a obstetra da Universidade Estadual de Campinas Eliana Amaral, só é transmitida se aparecer na mulher pouco antes do nascimento e no caso de parto normal, devido ao contato com a vagina. Daí, a conduta para barrar o contágio é a cesárea. Se a mulher for portadora de HIV, mas estiver se tratando, a chance de o bebê pegar o vírus é pequena. Além disso, os médicos indicam uma cesariana para evitar que a criança tenha contato com o sangue da mãe portadora.

2. O que é prolapso do cordão umbilical? Há danos para a mãe ou para o bebê?
O bebê deve estar bem posicionado no útero para nascer, ou seja, com a cabeça encostada no canal vaginal. Se isso não ocorrer, quando a bolsa se rompe o cordão pode ficar entre o bebê e o canal. E aí a própria criança é capaz de esmagar o cordão, impedindo a transmissão de nutrientes e oxigênio. Portanto, na verdade só ela corre perigo de vida. De acordo com o obstetra Abner Lobão Neto, da Universidade Federal de São Paulo, para resolver o impasse o médico coloca dois dedos na vagina da mulher, empurrado a cabeça do bebê para cima até ser feita uma cesárea.

3. O parto de cócoras é benéfico para a mãe e para o bebê?
Esse procedimento foi parar nos hospitais depois que especialistas observaram os hábitos das índias brasileiras, que têm seus filhos assim. Para o obstetra curitibano Moyses Paciornik, um dos primeiros médicos do país a defender o método, a posição é favorável porque abre o canal vaginal da mulher cerca de 28% a mais do que a postura convencional. “Para o bebê, o canal mais largo significa menor risco de lesões cerebrais”, diz.

4. O que se deve fazer quando a placenta não se descola totalmente?
O caminho a ser trilhado depende do tipo de parto. “Se isso ocorrer no normal, é preciso fazer uma curetagem — raspagem no útero para tirar a placenta”, diz o obstetra da Universidade de São Paulo Roberto Hegg. Na cesárea, é mais fácil identificar e corrigir o problema: deve-se removê-la manualmente e dar pontos no local onde ela estava para estancar o sangramento. Quando a placenta invade a parede do útero — o que é mais raro —, pode ser necessário retirar o órgão.

5. Por que os médicos, em geral, evitam fazer parto normal em mulheres que já fizeram cesarianas?
Isso não é uma verdade absoluta. “Se a mulher tiver feito só uma operação, é possível realizar parto normal, desde que a gestação seja bem acompanhada”, diz a obstetra Angela Parpinelli Mary, da Unicamp. “A partir da segunda cirurgia, os médicos desaconselham parto normal, pois há risco de ocorrer ruptura no útero.” O órgão fica frágil por ter sido cortado mais de uma vez no mesmo lugar.

6. Se a circulação sangüínea do feto é feita pelo cordão umbilical, como não há hemorragia na hora do corte?
Quando a criança nasce, os médicos amarram o cordão umbilical em duas regiões diferentes com pinças, interrompendo a circulação do sangue. O corte é feito entre esses dois pedaços presos. De acordo com o obstetra Alberto Dáuria, do Hospital e Maternidade São Luís, em São Paulo, se esse procedimento não fosse realizado, haveria mesmo chances de acontecer uma hemorragia.

7. Um parto natural mal realizado pode resultar numa futura cirurgia de períneo?
Sim, essa hipótese não está descartada. Num parto mal executado é possível ocorrer um rompimento da musculatura do períneo, o que obrigaria o obstetra a realizar uma operação corretiva. “Quando o médico vai realizar um parto normal, tem que levar em conta o tamanho do bebê e a estrutura do períneo da mulher”, esclarece a obstetra Mary Angela Parpinelli. Para evitar futuros danos, alguns especialistas fazem um pequeno corte preventivo, o que facilita a saída da criança e protege a mãe. Exercícios antes e depois do nascimento do bebê previnem o problema.

8. O que provoca o parto prematuro?
Vários fatores desencadeiam o parto antes do tempo. A mãe pode ter insuficiência istmo-cervical, ou seja, seu útero não segura direito o feto. O médico então costura o colo do órgão para que ele suporte o peso da criança até o fim da gravidez. O obstetra Abner Lobão Neto explica que infecções, sobretudo as urinárias, acidentes e estresse também são capazes de complicar a gestação. Outro agravante é o aumento excessivo do volume uterino, causado em gravidez de gêmeos ou de um bebê muito grande. Nesses casos, a mãe está praticamente fora de perigo, mas é possível que o bebê tenha hemorragias internas, pulmões malformados e infecções.

9. Qual é o parto ideal para as mulheres com mais de 40 anos e com pressão alta?
“Se a pressão for controlada e a gravidez transcorrer bem, não há restrição para o parto natural”, explica a obstetra Maria Celeste Wender, do Hospital das Clínicas do Rio Grande do Sul. Aos 40 anos, a dilatação não é tão fácil, mas isso não atrapalha mãe e filho. “A mulher pode entrar em trabalho de parto e decidir, com o médico, se faz ou não uma cesárea.

10. Após a cesariana, qual o tempo adequado para fazer musculação?
Depende do corte. Segundo Fernando Alves Togni, obstetra da Unifesp, se ele for horizontal, que é o mais comum, em três meses pode-se praticar exercícios. Já se a incisão for vertical, o início dessas atividades deve ser após seis meses. O útero leva um certo período para voltar ao normal e nessa etapa não é bom fazer esforço físico.

O que acontece com o corpo da mulher durante a gravidez?

As alterações no organismo feminino não são muitos.  vejam ai como o corpo se prepara para a chegada de um bebê.

Os hormônios da gravidez Estrógeno — Produzido nos ovários e na placenta, é o responsável pelas características femininas.
Progesterona — Produzida nos ovários e na placenta, prepara o útero para receber o embrião.
Gonodotrofina Coriônica (HCG) — Oriunda da placenta, estimula a progesterona e o estrógeno.
Melanotrófico — Aumenta a pigmentação de partes do corpo.
Prolactina — Estimula o leite.
Ocitocina — Contrai o útero para a expulsão do bebê na hora do parto e provoca a ejeção do leite na sequência.
 



  Varizes
A culpa é da progesterona e do estrógeno, que relaxam as paredes das veias e aumentam o risco de dilatação. Quando os vasos se dilatam, suas válvulas ficam abertas e o sangue tende a ficar estancado.

 
  
Olfato e paladar
O gosto e o cheiro ficam apuradíssimos. Uma hipótese é o aumento da vascularização na boca e no nariz. Outra é que se trataria de um mecanismo de defesa da mãe, antenada nas necessidades do feto.


    
Fluxo sanguíneo
O volume de sangue pode aumentar até 50%, passando de 4,5 para 6,7 litros. É um esforço hercúleo para se adaptar às novas condições e o coração bate mais rápido.


 
Sistema excretor
Bexiga: Mais apertada, explica por que as grávidas fazem xixi com frequência. Sem contar que os rins fabricam mais urina para filtrar o volume extra de sangue.

  
Pele
Em 90% das gestantes surgem manchas pelo corpo. É que o hormônio melanotrófico age nas células da pigmentação e acelera a síntese de melanina. Calma, isso some em até um ano após o parto. Uma boa notícia? A oleosidade cai e a acne desaparece.

 
Coluna
Para sustentar o peso extra, o eixo de equilíbrio se desloca e as grávidas mudam a postura naturalmente. A partir do terceiro trimestre, há uma acentuação da lordose. Os ombros são jogados para trás e as pernas ficam mais afastadas.

 
Sistema digestivo
Intestino: A retenção hídrica atrasa a passagem do alimento por esse órgão, levando à prisão de ventre.
 
Estrias
Quando o volume de gordura sob a pele aumenta demais, as fibras da derme distendem e podem se romper. Para recuperar a lesão, vasos sanguíneos se formam. Daí as manchas vermelhas que vão cicatrizando e embranquecem.

  
Mamas
Elas podem aumentar três vezes de tamanho porque as glândulas mamárias se proliferam, há maior acúmulo de gordura e a prolactina prepara tudo para a produção de leite, que começa depois do parto. Se o bebê pesa 3 kg, consumirá 450 ml de leite por dia.
   
Sistema digestivo
 As paredes do intestino, estômago e bexiga amolecem por causa da progesterona. Isso favorece o acúmulo de líquidos nos tecidos.EstômagoA pressão do útero sobre o órgão faz com que ele fique comprimido, dificultando a digestão. Ela também é retardada pela secreção de hormônios que causam o enjoo.

    
Inchaço
 A progesterona facilita a retenção de água, enquanto o aumento uterino comprime a veia cava, no lado direito do corpo. A circulação desacelera e o sangue se acumula nas pernas, pés e tornozelos.


Útero
 Aqui os números impressionam mesmo: o volume do órgão passa de 90 cm3 para 1 000 cm3 perto do parto. Aumenta cerca de 20 vezes seu peso original. A quantidade de tecido se multiplica, deixando a região bem molinha para acomodar o embrião.


Cabelos
Talvez eles nunca tenham sido tão lindos. A superprodução de estrógeno faz baixar a testosterona, hormônio que afina o fio, facilitando seu desprendimento. Desse modo, dificilmente há queda. Depois do parto, aí, sim, os fios a mais caem bruscamente.

Fontes : site .









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